A mente da criança: os períodos sensíveis

A mente da criança: os períodos sensíveis

Maria Montessori identificou uma série de períodos em que as crianças guiadas pela sua natureza selecionam do seu entorno as experiências que precisam para desenvolver uma determinada habilidade. Nas suas pesquisas sobre a infância observou que o cérebro da criança atua de um jeito diferente, e que muitos comportamentos que para os adultos não fazem sentido são importantíssimos para o desenvolvimento infantil.
A mente da criança durante os primeiros seis anos de vida é absorvente. É uma mente em formação, a memória e capacidade de raciocinar estão sendo construídas, mas ela é muito capaz de se adaptar a qualquer entorno no que conviva. A mente absorvente recolhe tudo o que tem a sua volta e o assimila e interioriza como nunca mais acontecerá depois dos seis anos.
Por isso falamos que a primeira infância é a fase humana mais plástica e vulnerável, grande parte do que somos agora foi construído lá, nos nossos seis primeiros anos de vida.
A criança no seu desenvolvimento atravessa uma série de períodos sensíveis, que são limitados no tempo e não se repetem. Os períodos sensíveis são janelas de oportunidade aonde a criança está mais afim de aprender e amadurecer algo.
Podemos reconhecer esses períodos observando as crianças com atenção, elas sentem uma atração urgente para realizar uma atividade concreta, que precisam desenvolver; elas se concentram muito mais nessa atividade e a repetem com insistência; uma vez superada a fase mostram um desinteresse absoluto pela atividade.
Os períodos sensíveis são:

  1. Universais
  2. Limitados no tempo
  3. Não se repetem
  4. Podem se sobrepor uns com outros

Periodos sensibles
Embora Maria Montessori tenha pesquisado sobre os períodos sensíveis e esboçado quando acontecem, não podemos esquecer que cada criança é única, e os processos de desenvolvimento variam de uma pessoa para outra. Por isso é tão importante observar e entender o que acontece atrás do comportamento, as vezes o que parece uma “mania” ou “chilique” é a necessidade de desenvolver uma nova habilidade.
Poderíamos falar que cada criança tem outros períodos sensíveis além os que estão aqui, só que não são universais, mas funcionam do mesmo jeito. Poderia ser, por exemplo, quando vemos a criança abrir e fechar gavetas com insistência, observamos que ela está “precisando” fazer isso, é uma necessidade quase vital. Outras crianças jogam água de um jeito insistente, outras perto de uns meses depois de aprender a caminhar só querem transportar objetos pesados, e poderíamos falar de mil comportamentos mais que fazem parte desse jeito de descobrir o mundo a sua volta.
Já observaram isso nos seus filhos? Compartilhem com a gente!
[author] [author_image timthumb=’on’]https://www.mariarozas.com.br/wp-content/uploads/pp.jpg[/author_image] [author_info]María Rozas é mãe, pedagoga e terapeuta. Criou a Flamingo Sour para auxiliar famílias nas alterações e mudanças geradas com a vinda do novo ser! Sua visão se baseia nas pedagogias Montessori e Pikler, mas especialmente com um profundo respeito à maternidade, sabendo que cada mãe é o melhor para seu filho.[/author_info] [/author]

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