Inconsciente: Durante a infância escutamos mais de 100 mil vezes frases negativas

Inconsciente: Durante a infância escutamos mais de 100 mil vezes frases negativas

Uma das minhas abordagens terapêuticas é o trabalho com o inconsciente. Podemos trabalhar com ele por meio de símbolos, mas também quando nos damos conta de nossas crenças limitantes. 
Uma crença profundamente impressa na consciência pode determinar nossa vida e possibilidades. Todos temos nossas crenças limitantes: quando você se descreve e fala sobre como confronta alguns assuntos, pode estar falando inconscientemente delas.
Quando é que foram impressas essas crenças limitantes na nossa vida?
Quando criança, você se lembra das vezes em que escutou que não podia fazer algo? Você certamente esqueceu as experiências-chave diante das quais o seu cérebro cedeu e acreditou que “não podia”, convertendo-as em crença.
Na Universidade de Berkeley, na Califórnia, investigou-se o número de frases
negativas que se diz às crianças dos três aos sete anos. A pesquisa levantou que as frases mais escutadas foram: “não pode”, “não faça isso”, “não é possível”, “vai cair”; “vai se matar”, “mas o que é que pensou?”, “nunca vai conseguir”, “é impossível”; “está louco?”, “você não serve para…”.
Os adultos costumam pronunciar de 100.000 a 150.000 vezes, aproximadamente, com o consequente efeito formatador negativo.
E quantas vezes lhes foi dito SIM sob a forma de frases
capacitadoras, como por exemplo: “eu acredito em você”, “você é capaz”, “por que não?”, “você é incrível”, “você é muito hábil”, “gosto como você faz as coisas”; “como você se sai bem de situações difíceis”, “com certeza você vai resolver”, “é possível”, “quer tentar?”, “você merece”, “merece a minha confiança”?
Apenas 6% do total das frases.
Isso conecta muito com o meu trabalho terapêutico e pedagógico. Acompanho os adultos, especialmente mães, para tomar consciência dessas crenças que limitam sua felicidade e colaboro para que criem seus filhos de maneira mais consciente, e possam assim oferecer a eles novas possibilidades.  
Alguma vez pensou em como dizer ao seu filho que não grite? Talvez, falando: “não grite”. Ou até mesmo berrando: “não grite!”.
E se nós falarmos baixinho? E se cantarmos junto a música do Tiquequê, “Barulhinho, Barulhão”? E se falarmos: “o que acha de sair na varanda e falar lá muito alto?”. E se brincarmos com a bola? Ou seja: uma proposta contrária que não nega, mas sim orienta a atenção numa direção mais conveniente. Ou ainda uma proposta que afirma, mas indica momento e lugar. 

Fomos programados para o “não”, para o negativo, para a limitação e a impossibilidade. Em consequência, o nosso cérebro está mais disposto a ACREDITAR que não pode, que não é possível, do que a ACREDITAR que somos capazes de conseguir aquilo que nos propomos. 
Quais são as suas crenças limitantes? O que impedem você de conseguir? 
Como elas afetam o relacionamento com seus filhos? 
Posso ajudar você.
[author] [author_image timthumb=’on’]https://mariarozas.com.br/wp-content/uploads/2020/05/maria_rozas_conheceme_mobile.jpg[/author_image] [author_info]María Rozas é Terapeuta Transpessoal e Pedagoga, especializada em maternidade e criação consciente. Ajuda a mães a se sentirem plenas e felizes, com elas mesmas e no relacionamento com seus filhos[/author_info] [/author]

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