Minhas abordagens terapêuticas, a bioenergética, o corpo

Minhas abordagens terapêuticas, a bioenergética, o corpo

Neste post, quero trazer mais uma abordagem psicoterapêutica, a Bioenergética. A Bioenergética trabalha corpo e mente para nos ajudar a resolver problemas emocionais e perceber nossa capacidade de obter bem-estar. Com ela podemos explorar nossa couraça, as defesas que nossa personalidade erigiu para que a vida doesse menos. Chegado o momento, nós podemos observar como essa couraça pesa, incomoda e já não funciona mais. Assim podemos observar, por exemplo, que se nossa defesa é fugir para não nos ferirem, embora funcione, acaba nos isolando. Esse é só um exemplo de como nossa defesa pode funcionar.  
Como são trabalhadas essas couraças? Podemos realizar exercícios específicos que nos ajudem. As couraças não são apenas uma personalidade psicológica, mas também uma estrutura corporal. Podemos perceber como o peito se fecha para nos proteger, por exemplo. Além dos exercícios físicos, podemos trazer consciência sobre como essas defesas foram criadas e escolher viver com mais energia.  
Como assim? A energia consumida em nos defender nos tira a capacidade de viver plenamente. Quando a couraça se desfaz podemos perceber de novo toda essa energia e disposição, e ter mais vitalidade.

“A vontade é um mecanismo de emergência que tem grande valor de sobrevivência, mas nenhum valor de prazer”, afirma Alexander Lowen no livro O Corpo Traído. 

Não funcionamos pelo poder da vontade, mas pela virtude de nossa inata força vital. Quando animamos nossos filhos a fazer pela vontade e não pela alegria de viver, estamos conduzindo-os a perder contato com as necessidades profundas do seu ser.
No começo da vida, o ser se expressa através do corpo com tamanha naturalidade que podemos sentir sua vibração só de ficar perto. Podemos sentir essa vibração quando o bebê chora, ri ou começa a se movimentar. Em algum momento, toda essa naturalidade é interrompida, desde um olhar ausente do adulto até uma necessidade de agir para que o bebê atue do jeito que achamos mais certo. Aqui é onde sinto que a Bioenergética e a Abordagem Pikler se encontram: nesse profundo respeito para a capacidade inata do bebê. Quem já fez consultoria ou algum curso comigo sabe do que falo: desse olhar e prazer compartilhados, do livre brincar, do respeito e confiança na conquista. É aí onde tudo começa. Não lembramos conscientemente disso, mas nosso corpo, sim. Por isso podemos sanar muito se nos conectamos com ele. Quando oportuno, sinalizo na terapia o que precisa ser atendido, fazemos esse trabalho com o corpo (online também? sim!) e resgatamos as memórias, para poder fluir e retomar nossa energia vital. 
Segue o depoimento de uma mãe que fez o trabalho bioenergético em terapia comigo:
“Sempre funcionei muito na base das ideias. Ideias grandiosas, criativas, mirabolantes. Mas de que adiantavam todas elas se a minha dificuldade estava em conseguir dar o primeiro passo para concretizá-las? Maria identificou isso logo na primeira sessão terapêutica que fiz com ela e iniciamos um trabalho bioenergético. Depois de me conduzir por uma meditação em que eu pude sentir todo o meu corpo, o primeiro exercício que ela me passou foi o de sentir meus pés: onde estavam? Apoiados no chão? Suspensos na cadeira? Como estavam? Frios, quentes? Desde então, quando me vejo “voando” por aí, volto para os meus pés, me reconecto com a terra, sinto que pertenço e ocupo o meu espaço devido. E a vida tem fluído muito melhor.”

[author] [author_image timthumb=’on’]https://mariarozas.com.br/wp-content/uploads/2020/05/maria_rozas_conheceme_mobile.jpg[/author_image] [author_info]María Rozas é Terapeuta Transpessoal e Pedagoga, especializada em maternidade e criação consciente. Ajuda a mães a se sentirem plenas e felizes, com elas mesmas e no relacionamento com seus filhos [/author_info] [/author]

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