O que saber sobre a Disciplina Positiva durante o primeiro ano de vida

O que saber sobre a Disciplina Positiva durante o primeiro ano de vida

O que saber sobre a disciplina positiva durante o primeiro ano de vida

As pessoas que já ouviram falar da Disciplina Positiva sabem que tem a ver com educar com firmeza e carinho ao mesmo tempo. E quando pensamos em educar pensamos em colocar limites e como ajudar nossos filhos a se inserir na sociedade cheia de normas. Por isso durante o primeiro ano de vida não pensamos na disciplina positiva, não tem nada a ser disciplinado, só nosso sono e nossa vida que se adapta a um novo ser.

Mas se olhamos a filosofia da Disciplina Positiva mais de perto podemos observar que o que pretende é construir relações de confiança e respeito mútuo. Sem sobreproteger, sem punir, olhando para a criança como um ser capaz em cada momento de seu desenvolvimento. E tudo isso pode ser trabalhado desde o nascimento, com um começo gentil, com respeito no toque e trato com a criança, permitindo sua concentração, sua brincadeira, e atendendo suas necessidades e as nossas próprias (de autocuidado sobretudo).

Não deixem a disciplina para as crises que chegaram com 15 meses, com 36 meses  e com 15 anos, comecem desde já porque não são técnicas ou regras, o que inserimos é um novo olhar.

Algumas ideias:

  • Desde o começo relate para seu bebê o que fará no seu corpo, não pegue ele sem avisar, observe como você toca ele em todo momento, sua pressão, seja delicada/o, trate seu corpo como gostaria que ele trate os outros quando crescer;
  • Permita tomar a iniciativa nas suas descobertas e brincadeiras, crie um espaço seguro para não limitar o brincar e não encher o dia a dia de “não”. Essa é uma das primeiras palavras dos bebês, tente encher a vida dele/a de sim;
  • Trabalhe “a favor” da criança. Temos a ideia de que precisamos colocar dificuldades para ensinar, para estimular… colocamos um brinquedo longe para que o bebê tente pegar, queremos que não estejam completamente confortáveis para que a preguiça não se apodere deles. Isso é trabalhar contra da criança. Eu convido vocês a fazer o contrário, deixar o objeto na medida certa que ele pega, deixar eles confortáveis, fazer com que eles se sintam tão seguros que gostem de  explorar tudo;
  • Acreditar nas suas capacidades. O bebê não é um adulto em construção, é um bebê, com todas suas capacidades para criar e decidir o que ele pode e precisa em esse momento. Se eu chacoalho um brinquedo na sua casa não estou transmitindo nada disso, pelo contrário, estou achando que ele precisa da minha estimulação e de que eu tome as decisões por ele;
  • Os apelidos. Decidimos muito do que os nossos filhos serão e muito em contra o que eles terão que lutar. Definimos sua personalidade por ações que acontecem no primeiro ano de vida, assim podemos conhecer bebês muito bonzinhos, com muito caráter, manhosos, mimados, exigentes, mau humorados, e existe até uma típica definição para alguns bebês (que na verdade não representa nada, já que para cada um que fala pode significar uma coisa diferente, sendo elas as mais diversas): “cheios de personalidade” ou “com personalidade forte”. Deixemos os bebês decidir o que eles são, paremos de etiquetar sua personalidade (procure o efeito Pigmalion para saber mais do assunto);
  • Fale de você com honestidade. Já percebeu que não somos perfeitos? Sinto que é muito importante poder transmitir isso com naturalidade para os nossos filhos, e poder ser honestos emocionalmente, transmitir que o erro é uma oportunidade para aprender e que o perdão é uma oportunidade para reparar;
  • Comece pelo seu parceiro/a. O casal transformado depois da chegada do bebê precisa de tempo para ser observado, e durante o primeiro ano é um momento maravilhoso para começar a praticar essa observação com as reuniões familiares. Nelas podemos estabelecer os nossos valores como família, corrigir – muitas – possíveis deficiências na divisão de tarefas, e também sobretudo um momento de reconhecimento e reconexão.

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Saiba mais sobre a Disciplina Positiva e como colocá-la em prática marcando uma consultoria.

Maria Rozas.

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