Pensando na chegada do bebê: 8 dicas

Pensando na chegada do bebê: 8 dicas

Durante a gravidez pesquisamos tudo o que podemos sobre as mudanças em nosso corpo, o tamanho que o bebê tem em cada mês, se já tem formados os dedinhos dos pés e também sobre o parto, mas nos focamos pouco em entender como vamos a criar nosso filho. É verdade que o jeito dele nascer será muito importante para sua vida e para a nossa, e por isso devemos sim cuidar de como será o parto e nos informar o máximo possível a respeito; mas também é importante começar a fazer escolhas conscientes sobre a sua criação.

Para você que está esperando um filho quero contar o que reconheci de mais essencial durante estes anos de consultoria para famílias e te ajudar a
planejar melhor a chegada do bebê:

1.       O berço

Não são todos os bebês que dormem no berço. São muitos os motivos que levam as famílias a fazer cama compartilhada, um deles (e muito importante) é que a mãe consegue descansar melhor. Pense que essa opção normalmente não é planejada, a cama compartilhada é, na maioria das vezes, reativa, acontece na própria experiência.
Sugestão: Não gaste em berço, pense em um coosleeper e depois procure uma caminha no chão.

2.       O quarto de Pintrest

O quarto do bebê é pouquíssimo utilizado nos primeiros meses de vida, e por vezes nos primeiros anos! Ter um quarto que parece uma fotografia tirada do Pintrest com móveis caríssimos acaba não sendo nada funcional.
Sugestão:  Procure um quarto desde o olhar Montessori, que permita crescer junto com a criança.

3.       O trocador

Um móvel que serve somente como trocador é usado durante poucos meses, pois acaba sendo um espaço perigoso para trocar bebês que se movimentam.
Sugestão: Procure um colchonete temporal e não invista em móveis que não vai usar a longo prazo.

4.       Os brinquedos

Ganhamos e compramos muitos brinquedos que o bebê não vai usar nunca. E sobre tudo depois de conhecer que a criança precisa se movimentar em liberdade e desvendar os mistérios do mundo investigando autonomamente.
Sugestão: Evite os mobiles, os tapetes de atividades e brinquedos muito ativos (com luz, sons e etc).

5.       Cadeiras de balanço

Quanto mais conhecer sobre o olhar Pikler verá que esses elementos que não permitem a livre movimentação dos bebês prejudicam no seu desenvolvimento. O lugar do bebê é o chão e o colo.
Sugestão: Procure criar um espaço harmonioso e confortável em que ele possa descansar e, no chão é claro, para que possa se movimentar.

6.       Tapete de e.v.a.

É uma compra muito habitual, e dependendo de como for o chão pode ser boa ideia, mas não é imprescindível.
Sugestão: Procure um tapete que você goste, não precisa ser de e.v.a., o bebê precisa sentir o chão tal e como ele é, e precisa também se manter aquecido. Se ainda assim desejar comprar um, escolha da cor mais neutra possível, que não chame mais atenção o tapete do que os brinquedos.

7.       Cadeirão

Neste ponto já poupamos bastante dinheiro e podemos pensar em uma inversão para vida toda. Se vamos comprar um cadeirão deveria ser evolutivo, que possa ser usado durante muito tempo e que o bebê consiga subir e descer sozinho, ou uma torre montessoriana que faça as funções de cadeirão.
Sugestão:
A torre: http://www.ocuriososabia.com.br/pd-51adea-torre-fantasia-torre-de-aprendizagem-montessoriana.html?ct=&p=1&s=1
E o cadeirão que vai de bebê até adulto: https://www.girotondo.com.br/d/10/cadeira-tripp-trapp-85

8.       Trocar uma fralda

Essa atividade vai muito além do que, pura e simplesmente, limpar um bumbum. Uma pessoa muito sabia me falou uma vez que quanto mais estudava a Emmi Pikler melhor trocava fraldas. Saber que o bebê cria corpo através do nosso tato é um dos temas mais importantes para serem tratados na primeira infância, porque do jeito que nós tocamos e tratamos o bebê é como ele aprende o que ele é, e o respeito que seu corpo merece.
Sugestão: Comece a falar com ele desde já em sua barriga. Veja esse vídeo para se inspirar: https://www.youtube.com/watch?v=On_S_1O1voA

No final existem dois aspectos, a questão ética e a epistemológica, eu posso falar para você do que as crianças precisam, mas você deve decidir como quer se relacionar com seu filho, porque se nos deixamos ser levados podemos fazer o que não queremos.

Convido você a fazer uma lista, não de enxoval, mas do que acha que uma criança é, dos seus valores como família e de como quer que seja essa relação que está construindo.

Quer saber mais sobre somo se preparar conscientemente para a chegada de seu bebê? Logo vamos iniciar os encontros “Criar e Educar” para casais gestantes!
Se tiver interesse preencha este formulário (leva menos de um minuto!):
https://forms.gle/o2iSKzUt7mGdneG79

Até logo!

Maria Rozas.

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